Você já ouviu falar de Pitágoras, Arquitas, Aristóxenes e Eratóstenes?
Todos eles foram grandes matemáticos, desenvolvedores de teorias
matemáticas que, de tão importantes, são usadas até hoje. Mas algo que
provavelmente você não sabe é que eles foram também teóricos musicais,
responsáveis por grandes avanços no estudo da música. Apesar de as
escalas musicais terem sido criadas de maneiras diferentes em vários
lugares do mundo, esses homens ficaram conhecidos como os responsáveis
pela criação delas. Para essa criação, utilizaram conceitos e ideias
matemáticas, como a razão áurea.
Você já deve ter ouvido falar das escalas musicais como as conhecemos e usamos hoje:
Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó
Essa sequência já foi conhecida como gama pitagórica, em homenagem a Pitágoras.
A depender da forma
como uma corda de um violão vibra, temos uma nota musical diferente.
Cada uma delas pode ser representada através de uma fração. Vejamos a seguir:
Dó: 1
1
1
Ré: 8
9
9
Mi: 6
81
81
Fá: 3
4
4
Sol: 2
3
3
Lá: 16
27
27
Si: 128
243
243
Dó: 1
2
2
Você pode
observar que os números presentes nos numeradores são todos potências
de dois, e os números dos denominadores, potências de três (com exceção
do Fá, que a ordem é contrária). Vejamos:
20 = 1
21 = 2
22 = 4
23 = 8
24 = 16
26 = 64
27 = 128
30 = 1
31 = 3
32 = 9
33 = 27
34 = 81
35 = 243
Os pitagóricos
utilizavam os números dois e três porque acreditavam que eles eram
números especiais, pois, através deles, qualquer número poderia ser
gerado. Portanto, deveriam estar presentes na Matemática e na Música.
Vale lembrar que a
sequência que descrevemos como as frações que representam cada nota
musical já sofreu diversas alterações desde a época dos teóricos
musicais que comentamos. Mas ainda hoje são utilizadas frações para
representar as notas musicais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário